Brigas que se repetem
O que volta sempre é o que ainda não foi escutado.
Terapia de casal online, com orientação psicanalítica — em sessões semanais para casais em qualquer cidade do Brasil ou no exterior, e para quem chega primeiro.
Cada casal chega por seus próprios termos. Ainda assim, algumas configurações se repetem — e é útil vê-las nomeadas.
O que volta sempre é o que ainda não foi escutado.
A solidão de dividir a vida sem se encontrar mais.
O depois exige outro tempo.
Quando o corpo se afasta, algo está dizendo.
O que entra no casal sem pedir licença.
O peso invisível de sustentar tudo sozinha.
Sem tomar partido pela permanência nem pela ruptura.
Quando viver junto virou conviver.
Não é técnica de comunicação, não é mediação, não é treinamento de habilidades conjugais. É um espaço onde o vínculo, ele próprio, vira objeto de escuta.
Há um momento, em quase todo casal duradouro, em que algo deixa de funcionar como antes. Pode ser uma sensação de distância sem explicação clara, uma sequência de discussões que sempre voltam ao mesmo ponto, uma traição vinda à tona, a chegada de um filho que reconfigurou tudo, ou simplesmente o cansaço de viver junto sem se encontrar mais. O motivo varia. O que não varia é a pergunta que aparece embaixo: o que está em jogo aqui, e o que queremos fazer com isso?
A análise de casais oferece um lugar para que essa pergunta seja sustentada — em vez de respondida no automático, com a fórmula pronta do "vamos nos separar" ou do "vamos esquecer e tocar a vida". A escuta psicanalítica do casal não toma partido. Não está a serviço de manter o casamento, nem de dissolvê-lo. Está a serviço do que cada um, e os dois juntos, podem descobrir sobre o que os move, o que os trava, o que os faz amar e o que os faz adoecer.
O trabalho é orientado pela psicanálise — em especial pela leitura lacaniana do vínculo, que entende o casal como uma instância própria, diferente da soma das duas individualidades. Há algo que se passa entre dois, e esse "entre" tem leis próprias, repetições próprias, sintomas próprios. É disso que se escuta.
Algumas situações em que ela costuma fazer sentido.
Se nenhuma dessas situações ressoa, talvez a terapia de casal não seja o que vocês precisam neste momento. Se duas ou mais ressoam, vale uma primeira conversa — que, por princípio, não compromete continuidade.
O vínculo não é a soma dos dois. É algo terceiro, que se instala entre dois — e tem leis próprias.
Um encontro online, com o casal, em que vocês me contam o que está em jogo. Não há compromisso de continuidade. Ao final, decidimos juntos se faz sentido seguir.
Frequência semanal, sempre no mesmo horário combinado, por videochamada. Cada sessão tem cerca de cinquenta minutos. A regularidade é parte do que faz o trabalho funcionar.
O valor da sessão é combinado com honestidade entre o analista e o casal, no primeiro encontro — e mantido enquanto durar a análise. Pagamento por Pix ou transferência, ao fim de cada encontro ou no fechamento do mês.
Escolha o caminho que faz mais sentido — verificar horários direto na agenda, ou conversar antes por WhatsApp.
Escolha diretamente um horário disponível e receba a confirmação por e-mail — sem passar por conversa prévia.
Verificar agendaSe preferir falar antes, alinhar horário ou tirar dúvidas — escreva pelo WhatsApp e respondo em até um dia útil.
Abrir WhatsAppPrefere escrever uma mensagem primeiro?
As sessões de terapia de casal online acontecem por videochamada, com duração média de cinquenta minutos, em frequência semanal. O casal participa junto — do mesmo ambiente ou de ambientes diferentes, quando necessário — em horário previamente combinado. O link da sala é enviado antes de cada encontro.
Sim. A terapia de casal pressupõe consentimento mútuo — não para o resultado, mas para o trabalho. Quando apenas um dos dois quer fazer e o outro vai "porque foi pedido", o caminho mais honesto costuma ser análise individual antes, ou em vez de.
Essa é uma das situações mais frequentes. Quem chega ao site geralmente é quem primeiro percebeu que algo precisa de escuta — muitas vezes carregando isso sozinha há um tempo. Algumas vezes vale conversar com o parceiro mostrando o que se espera do trabalho. Outras vezes, faz mais sentido começar análise individual primeiro — o que muitas vezes movimenta o vínculo de outros modos, e às vezes leva o outro a querer participar depois.
Em qualquer caso, vale uma primeira conversa para pensar juntos o caminho. Vir primeiro não é vir sozinha — é abrir uma porta.
Não há tempo fixo. A duração depende do que está em jogo no vínculo e do que o casal decide fazer com a escuta. Algumas análises se concluem em alguns meses, outras se estendem por mais tempo. O critério não é prazo — é o que se faz dentro do espaço.
A entrada se dá pela primeira conversa, que pode ser marcada pela agenda ou pelo formulário acima. Nessa conversa, o casal expõe o que está em jogo e eu apresento como o trabalho funciona. Ao final, decidimos juntos se faz sentido seguir. Não há obrigação de continuidade.
Sim. A análise não toma partido pela permanência nem pela separação. O trabalho é escutar o que cada um e os dois juntos estão atravessando — e essa escuta pode levar tanto a uma reorganização do vínculo quanto a uma separação consciente e cuidadosa.
Sim. O trabalho é com vínculos amorosos, em qualquer configuração — casais hétero, homossexuais, casais não-monogâmicos, casais em transição. O que orienta a escuta é o vínculo, não a forma que ele toma.
É possível interromper a qualquer momento. A análise não tem amarra contratual — só o compromisso ético entre o casal e o analista. Se em qualquer ponto o trabalho deixa de fazer sentido, conversamos sobre isso e seguimos cada um seu caminho.
"Terapia de casal" é o termo amplo que cobre várias abordagens — cognitivo-comportamental, sistêmica, integrativa, entre outras. "Análise de casais" remete especificamente à orientação psicanalítica: uma escuta menos diretiva, sem técnicas prescritivas, voltada ao que se passa no inconsciente do vínculo. É uma forma entre outras — não melhor, apenas diferente.
Por Pix ou transferência bancária, combinado por sessão ou fechamento mensal — o que for mais simples para vocês. Não trabalho com convênio ou plano de saúde.
Atendo casais e indivíduos em consultório online, com prática orientada pela psicanálise lacaniana e freudiana. Minha escuta se forma na leitura sustentada de Freud, Lacan e dos psicanalistas contemporâneos que pensam o vínculo amoroso — Puget e Berenstein, Lebrun, Brousse, entre outros.
O que me interessa, clinicamente, é o ponto em que o que se passa entre dois revela algo que cada um sozinho não conseguiria escutar. Trabalho com casais em diferentes momentos da vida conjugal — desde os que estão começando a perceber que algo não vai bem, até os que chegam considerando a separação como hipótese real. Não tenho posição prévia sobre desfecho. Cada casal decide o seu.
Recebo também quem chega primeiro — sozinha, sozinho, com o outro ainda por convocar. É gesto legítimo, e muitas vezes o começo do que depois se torna trabalho a dois. Mantenho supervisão clínica regular e formação continuada, porque entendo a análise como ofício que se sustenta na escuta cuidadosa e no estudo permanente — não em técnica fechada nem em promessa fácil.
Sem compromisso de seguir. Um encontro para que vocês exponham o que está em jogo — e para que possamos decidir, juntos, se faz sentido continuar.